quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009



"- Nem acredito em como foi rápido. Não senti nada... Eles são muito bons - refletiu ele, fechando outra vez os olhos e apertando os lábios contra meu cabelo. A voz dele era como mel e veludo. - A morte, que sugou todo o mel de teu doce hálito, não teve poder nenhum sobre tua beleza - murmurou ele, e reconheci a fala de Romeu junto ao túmulo. O relógio soou sua última badalada. - Você tem exatamente o mesmo cheiro de sempre - continuou. - Então talvez isso seja o inferno. Não me importo. Eu aceito."

"Era o paraíso - bem no meio do inferno."

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